Publicado em 18/06/14 às 14h35

Traumatismo Cranioencefálico (TCE) constitui a principal causa de óbitos e sequelas em pacientes multitraumatizados

Após a notícia divulgada na segunda-feira (16.06) de que o ex-piloto Michael Schumacher havia saído do coma e deixado o Hospital de Grenoble, na França, onde está internado há quase seis meses, o tema coma voltou às pautas das principais mídias. O Portal da AMIB conversou com o Dr. Antônio Luis Eiras Falcão, coordenador do curso CITIN – Curso de Terapia Intensiva Neurológica da AMIB, sobre a questão. Segundo o médico intensivista, o Traumatismo Cranioencefálico (TCE) constitui a principal causa de óbitos e sequelas em pacientes multitraumatizados. “As causas do TCE são muitas, entre as principais destaco acidentes automobilísticos (50%), quedas (21%), assaltos e agressões (12%) e esportes e recreação (10%)”, explicou. As estatísticas apresentam que no Brasil, anualmente, meio milhão de pessoas requerem hospitalização devido a traumatismos cranianos, destas, de 75 a 100 mil morrem no decorrer de horas enquanto outras, de 70 a 90 mil, desenvolvem perda irreversível de alguma função neurológica. “A prevenção é o principal artifício utilizado para redução do alto índice de mortalidade e morbidade deixado por tal trauma através de programas e campanhas de prevenção de acidentes direcionados, principalmente às suas principais vítimas: crianças e adultos jovens”, alerta Dr. Antônio Falcão. O TCE pode ser classificado em três categorias: leve, moderado e grave. No grau leve o paciente pode apresentar-se consciente, confuso e levemente sonolento. Os casos intermediários são classificados como moderados. “Apesar da alta incidência de traumatismo craniano, felizmente, tanto nas incidências norte-americanas quanto nas nacionais, a grande maioria (50 a 75%) é considerada leve. Estes pacientes acabam recebendo alta após as investigações”, esclarece o médico. Os pacientes vítimas de TCE grave são os que apresentam piores prognósticos com mortalidade, que podem variar de 25 a 45%, dependendo da gravidade do trauma, da qualidade do resgate pré-hospitalar e do tratamento recebido na UTI. “No caso do piloto, ele teve um ótimo resgate e um tratamento em UTI em centro especializado, mas ainda é muito cedo para falar de sequelas e que tipo de tratamento será aplicado”.

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