Publicado em 01/05/20 às 20h00

Recomendações da AMIB, ABRAMEDE, SBGG e ANCP de alocação de recursos em esgotamento durante a pandemia por COVID-19

Recomendações da AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), ABRAMEDE (Associação Brasileira de Medicina de Emergência, SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) e ANCP (Academia Nacional de Cuidados Paliativos) de alocação de recursos em esgotamento durante a pandemia por COVID-19

Após discussões com vários especialistas das áreas de Medicina Intensiva, Emergência, Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, e de avaliar importantes contribuições da área jurídica e da comunidade a Força Tarefa libera a segunda versão das recomendações sobre alocação de recursos escassos diante da pandemia de COVID-19.

Essa nova versão é resultado de um processo de consulta a profissionais da saúde e do direito que foi iniciado a partir da publicação da primeira versão. Inúmeras contribuições valiosas foram recebidas. Entre elas o ponto que gerou maiores debates foi a inclusão no modelo de triagem o princípio ético de equalização das oportunidades de se passar pelos diferentes ciclos da vida. A retirada desse critério e a inclusão de uma medida de funcionalidade em seu lugar é a principal diferença entre as duas versões.

A Dra. Lara Kretzer, da Universidade Federal de Santa Catarina, líder do grupo da força tarefa que desenvolveu o trabalho, ressalta que apesar das mudanças nos critérios utilizados para a triagem, manteve na segunda versão o objetivo de buscar um equilíbrio entre elementos técnicos e normativos. A viabilidade do modelo também foi foco de atenção: o modelo deve buscar o equilíbrio entre ser suficientemente complexo de maneira a permitir um grau aceitável de acurácia, mas suficientemente simples para que haja viabilidade de sua aplicação em uma situação de sobrecarga de trabalho e de limitação de recursos incluindo os laboratoriais.

“Gostaríamos de externar nossos mais profundos agradecimentos a todos que contribuíram para o debate e aperfeiçoamento de nossas recomendações”, disse a Dra. Laura Kretzer. Em especial ela destaca as contribuições da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, da advogada dra. Luciana Dadalto, do Juiz de Direito Dr. José Henrique Rodrigues Torres e do médico paliativista Dr. Daniel Neves Fortes.

Segundo a Dra. Suzana Lobo, presidente da AMIB: “neste momento ímpar da história da medicina, as sociedades científicas com seus cientistas e líderes não podem abstrair-se de tomar decisões difíceis e controversas quando estas visam a orientação e proteção de nossos pacientes e de nossos profissionais de saúde que estão na linha de frente. Estamos acostumados a cuidar dos pacientes nos momentos mais difíceis de suas vidas, quando estão na UTI. Neste momento temos nossos profissionais de saúde, de todas as idades, passando pelos momentos mais difíceis de suas vidas. A indiferença a esta situação extrema seria imperdoável”.

Confira o documento completo aqui.

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