Publicado em 04/02/21 às 16h30

Para insuficiência respiratória não é possível o tratamento domiciliar. Cuidado!

A AMIB vem à público compartilhar a preocupação relatada por médicos intensivistas de diversas regiões do país, referente à uma alarmante observação de números crescentes de pacientes que estão chegando ao hospital em quadros avançados de insuficiência respiratória.

Tem sido observado, diversos quadros de pacientes que tem sido conduzido em seus domicílios, utilizando estratégias apropriadas para manejo somente a nível intra-hospitalar, como, por exemplo, o uso de concentradores de oxigênio. Supostamente isso tem ocorrido devido ao crescente medo da hospitalização. Dessa forma torna-se essencial alertar à comunidade médica e à população leiga, que a única forma segura e eficiente de conduzir pacientes acometidos por COVID-19 e com sinais de insuficiência respiratória é por meio da internação hospitalar e, assim, poder lançar mão precocemente da utilização de técnicas de suporte respiratórias invasivas e não invasivas conforme o caso.

A intubação orotraqueal seguida de ventilação mecânica invasiva é procedimento seguro realizado há décadas em UTIs de todo mundo e esta é a única estratégia de suporte para manter vivos os pacientes acometidos da forma mais grave da pneumônica com a forma de síndrome respiratória aguda grave. No entanto é importante saber que a ventilação mecânica deve ser feita por profissionais qualificados que utilizam estratégias chamadas de ventilação mecânica protetora e pelo menor tempo possível a fim de diminuir as complicações associadas à ventilação prolongada. Neste sentido, postergar a intubação de pacientes graves pode piorar os desfechos. A intubação do paciente deve ser realizada na hora certa, nem antes nem depois.

É, portanto, crucial o esclarecimento imediato de todos, que a condução especializada do suporte com ventilação mecânica desses pacientes tem mudado e melhorado de forma significativa a mortalidade de casos graves.  Na verdade, a Ventilação Mecânica é a única terapia consagrada há muitas décadas, como capaz de evitar mortes em pacientes que não respondem à simples suplementação de oxigênio sem ajuda de aparelhos.

É necessário entender que o tratamento de pacientes em formas moderadas e graves de COVID-19, necessitam de internação em virtude do risco potencial de piora clínica, necessidade de administração de oxigênio sob diversas formas e, em muitas situações, o uso de ventilação mecânica - seja na forma não invasiva, seja na maneira invasiva - e que esse manejo não é possível de condução a nível domiciliar. Estes pacientes, além de requererem uso intercalado de técnicas de suporte respiratório, precisam de monitorização contínua e ainda de exames laboratoriais frequentes, como a análise sequencial de gases respiratórios (níveis de oxigênio e gás carbônico no sangue).

O retardo nas internações desses casos tem resultado em mortes potencialmente evitáveis.

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