Ministério da Saúde realiza o reajuste em valores de diárias de UTI

No início de 2022, com o avanço dos casos da variante Ômicron, o Ministério da Saúde republicou a Portaria GM/MS nº 4.226, de 31 de dezembro de 2021, com a programação de desmobilização dos leitos de UTI COVID para fevereiro de 2022.

Essa portaria descreve que novas propostas poderão ser solicitadas para a abertura de novos leitos no mês de fevereiro, proporcionando assim o apoio que os estados e municípios necessitam nesse momento em que a vacinação está avançando cada vez mais e possibilitando o retorno, aos poucos, das importantes demandas eletivas.

Com a necessidade de promover a adequação de valores referentes aos procedimentos ambulatoriais e hospitalares das tabelas de referências nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), foi publicada a Portaria GM/MS nº 160, de 27 de janeiro de 2022, a qual concede o reajuste em valores das diárias de Unidades de Terapias Intensivas, conforme a tabela abaixo:

PROCEDIMENTO VALOR ATUAL VALOR A PARTIR MARÇO VALOR EM 6 MESES
DIÁRIA DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO – UTI II R$ 478,72 R$ 600,00 R$ 650,00
DIÁRIA DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO – UTI III R$ 508,63R$ 700,00R$ 750,00
DIÁRIA DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA – UTI II R$ 478,72R$ 600,00R$ 650,00
DIÁRIA DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA – UTI III R$ 508,63R$ 700,00R$ 750,00
DIÁRIA DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL – UTIN II R$ 478,72R$ 600,00R$ 650,00
DIÁRIA DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL – UTIN III R$ 478,72R$ 600,00R$ 650,00
DIÁRIA DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA CORONARIANA – UCO II R$ 800,00R$ 800,00R$ 800,00
DIÁRIA DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA CORONARIANA – UCO III R$ 800,00R$ 800,00R$ 800,00
DIARIA DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA QUEIMADOS R$ 322,22R$ 700,00R$ 750,00

Além do reajuste a partir de março, nos próximos seis meses um novo reajuste de diárias será aplicado, e a portaria ainda publicou a nova fórmula de cálculo para a habilitação de novos leitos de UTI Convencionais Adulto, Pediátrico, Unidade de Terapia Intensiva Coronariana (UCO), e neonatal, tipos II ou III, assim como as Unidades de Cuidado Intermediário – UCI, será unificada a partir de 01/01/2022 (nº de leitos x 0,90 taxa média de ocupação x 365 dias) = valor anual. A taxa de ocupação de referência altera de 0,80% para 0,90%.

Os valores do incremento da REDE SUS não tiveram alteração, portanto mantêm os valores do TIPO II: R$ 321,28 centavos e TIPO III R$ 291,37 centavos.

Logo, para dar continuidade a esse avanço nas negociações entre os gestores tripartites, serão instalados 6.500 novos leitos de UTI tipo II, os quais foram deliberados em CIB (entre Estados e Municípios) em janeiro de 2022, e serão publicados a qualquer momento a partir da competência de março de 2022. CONASS e CONASEMS deverão fazer a indicação de quais devem ser convertidos. Os leitos COVID-19 que permanecerem abertos até o dia 28 de fevereiro de 2022, serão pagos mediante apresentação de produção, nos valores atuais da diária, de R$ 1.600.

Para Adriana Melo Teixeira, diretora do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e Urgência do Ministério da Saúde, fortalecer a rede hospitalar que atende pelo SUS é fundamental. “Os repasses federais dão sustentação a maior parte dos atendimentos à população nesses hospitais, e reforça o compromisso do Ministério da Saúde, com aqueles que mais precisam da assistência hospitalar”.

“A atitude do Ministério da Saúde é extremamente louvável e contribui para um melhor financiamento das Unidades de Terapia Intensiva. Ainda temos um caminho a ser percorrido, mas estamos mais próximos do valor que contemple o recursos necessários para o melhor atendimento ao paciente crítico” – comenta Dr. Cristiano Franke – Diretor Secretário Geral da AMIB.

“A Associação de Medicina Intensiva – AMIB – acompanha de maneira próxima a abertura leitos, de forma segura e qualificada para atender a saúde da população brasileira. É importante termos um crescimento ordenado e com profissionais habilitados e titulados em Medicina Intensiva pela AMIB-AMB, para poder proporcionar o atendimento seguro e eficiente para o paciente crítico em Unidades de Terapia Intensiva.” – relata o Dr. Marcelo de Oliveira Maia – Diretor Presidente da AMIB.

Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB https://www.amib.org.br/
Ministério da Saúde https://www.gov.br/saude/pt-br

Pílulas do Departamento de Psicologia

A Psicologia tem ganhado mais força e espaço na sociedade. Principalmente durante a crise sanitária causada pela pandemia, a importância da Psicologia vem sendo reconhecida como papel fundamental na saúde das pessoas, refletindo no bem-estar e qualidade de vida.

Com base nisso, o Departamento de Psicologia da AMIB – Gestão 2022-2023 criou as “Pílulas do Departamento de Psicologia”: nova editoria de notícias da AMIB que tem o objetivo de levar informações importantes e o ponto de vista da Psicologia no dia a dia.

Fique atento às notícias da AMIB e acompanhe o conteúdo que o Departamento de Psicologia disponibilizará mensalmente. Confira a matéria do mês de fevereiro:

Carnaval, festas e cuidados

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) acometem a população mundial há tempos e constituem um expressivo problema de saúde pública. Vários fatores interferem para o seu controle, tendo, como destaque, o comportamento da população, as questões de gênero, a cultura e os costumes.

As DSTs são consideradas de alta relevância pela elevada morbidade, por facilitar a transmissão do vírus HIV, pela possibilidade de transmissão vertical, pelo impacto psicológico que causam aos seus portadores e pelos elevados custos para a economia. Mas é importante destacar que são passíveis de prevenção e tratáveis na sua grande maioria, com exceção das doenças causadas por vírus.

A confirmação do diagnóstico de DST acarreta alterações biológicas e psicológicas portanto, interfere no tratamento adequado. Muitos profissionais de saúde apresentam dificuldade em abordar as DSTs de uma forma mais ampla, pois, manifestam limitações ou dificuldades em relação a temática da sexualidade, infidelidade, práticas sexuais, abordagem ao parceiro(a) e homossexualidade feminina e masculina. Tal aspecto também influencia negativamente as formas de prevenção e o acolhimento e suporte a estes pacientes.

NESTE CARNAVAL, USE CAMISINHA!

Dica de filmes:

Filadélfia
Andrew Beckett (Tom Hanks) é um promissor advogado que trabalha para um tradicional escritório da Filadélfia. Após descobrirem que ele é portador do vírus da AIDS, Andrew é demitido da empresa.

Clube de Compras Dallas
Retrata a relação de um homem heterossexual que tem que lidar com o vírus nos 80 e acaba indiretamente auxiliando a comunidade LGBT+.

120 Batimentos Por Minuto
Na França dos anos 1990, o grupo ativista Act Up intensifica seus esforços para que a sociedade reconheça a importância da prevenção e do tratamento da aids.

Marcelle Passarinho Maia
Membro do Departamento de Psicologia AMIB Gestão 2022-2023

Bate-papo com Especialista | 1ª Edição | Participação Dr. Carlos Carvalho

Com o objetivo de levar conteúdo de saúde, tanto para seus associados quanto para a população em geral, a Diretoria Executiva da Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB Biênio 2022-2023 – desenvolveu a editoria “Bate-papo com ESPECIALISTA”, que tem como objetivo, trazer notícias em diversos formatos, destacando um protagonista em questão.

Periodicamente, sempre na aba de notícias do portal AMIB, a Diretoria Executiva convidará um Especialista para participar de uma rápida entrevista e esclarecer pontos importantes para o acompanhamento, da população, em relação a um tema específico de saúde.

Por conta da crise sanitária em que estamos passando, o tema não poderia ser outro, COVID-19. E, por esse motivo, convidamos o Dr. Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho, graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP e doutorado em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP, desde 1995, exerce o cargo de professor associado/livre-docente da Universidade de São Paulo e a partir de outubro de 2012 passou a ser Professor Titular da FMUSP, Diretor da Divisão de Pneumologia do InCor do HCFMUSP, onde coordena a UTI-Respiratória e o Programa de Telemedicina do InCor , consultor de desenvolvimento do equipamento de Impedância Elétrica – TIMPEL SA. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Terapia Intensiva e Pneumpatias Intersticiais, atuando principalmente nos seguintes temas: ventilação mecânica, ARDS, PEEP, insuficiência respiratória, fibrose pulmonar, sarcoidose e linfangioleiomiomatose.

AMIB – Obrigado por aceitar o nosso convite, colega Dr. Carlos Carvalho. Sabemos que teve um grande envolvimento, junto com Ministério da Saúde, em documento de diretrizes para o tratamento hospitalar a paciente diagnosticado com COVID-19. O que poderia destacar para os nossos leitores?

Dr. Carlos Carvalho – Agradeço a oportunidade e convite para inaugurar essa editoria na AMIB. O documento de diretrizes foi um trabalho solicitado pelo próprio Ministério da Saúde, em um momento que se tinha diversas áreas produzindo documentos em diferentes frentes, havia ainda a necessidade de criar um documento único. Foi o momento de desenvolver um material unificado, que abrangesse toda equipe multiprofissional, não só em grandes hospitais, mas de forma que conseguisse atender em lugares distantes, com estrutura reduzida e serviria, também, para orientar o paciente e a população. A premissa era que todo o documento fosse elaborado com base nas melhores recomendações nacionais e internacionais baseados nos melhores estudos científicos que pudessem servir de orientação/diretriz para as equipes de saúde e população no geral.

AMIB – Qual era o real objetivo dessas diretrizes?

Dr. Carlos Carvalho – O objetivo era delinear uma linha de cuidados para o paciente com COVID-19. O diagnóstico, nesse momento, não havia sido solicitado, portanto, não fez parte da diretriz. Tampouco foi solicitado a profilaxia, seja ela primária ou secundária, como por exemplo, o uso de vacinas, uma vez que isso já era ponto pacífico por parte do Ministério da Saúde.

AMIB – Em qual momento partiria a linha de cuidados?

Dr. Carlos Carvalho – Ela partiria do momento que o paciente tivesse sintomas compatíveis com os da COVID-19 e procurasse um atendimento médico em pronto socorro, unidade básica de saúde ou unidade de pronto atendimento. Na época, existia o problema pela falta de oxigênio, então iniciamos orientando da maneira mais direta e objetiva possível: quando, quantidade e qual forma o insumo poderia ser utilizado.

AMIB – Caso isso não fosse suficiente, quais seriam as recomendações?

Dr. Carlos Carvalho – A indicação de cateter de alto fluxo e ventilação não invasiva. Em resumo, quando isso não fosse suficiente, seguiria para a intubação e a colocação do paciente em ventilação mecânica, o tratamento farmacológico intra-hospitalar, o tratamento hemodinâmico do indivíduo dentro da UTI, a sedação, analgesia e bloqueio neuromuscular durante a ventilação mecânica. Todos esses tópicos foram amplamente discutidos do ponto de vista das equipes de professores, pesquisadores, profissionais dos principais hospitais que vinham dando apoio ao Ministério da Saúde e, principalmente, com profissionais indicados pelas sociedades médicas, como a própria AMIB, por exemplo.

AMIB – Quais outras sociedades foram envolvidas?

Carlos Carvalho – Juntos, somamos mais de 200 participantes, centenas de horas/homem de trabalho voluntário e dezenas de laudas produzidas. Quero aproveitar e agradecer a importante contribuição de todas as pessoas que me apoiaram ao longo dos últimos oito meses. Respondendo à pergunta, tivemos o envolvimento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular que participou da discussão de anticoagulação, AMIB, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Sociedade Brasileira de Infectologia, Associação Brasileira de Medicina de Emergência, participaram de todos os tópicos. Já, demais sociedades, como a Vascular citada anteriormente, participaram de tópicos específicos, com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, que participou da parte hemodinâmica.

AMIB – Como foi a solicitação do tratamento farmacológico pré-hospitalar da COVID-19, assunto visto amplamente hoje na mídia?

Dr. Carlos Carvalho – Em meados de 2021, a Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde – do Ministério da Saúde – solicitou a discussão do tratamento farmacológico pré-hospitalar da COVID-19. Nesse momento, foi criado um outro grupo para esse estudo, bastante aprofundado e, uma vez aprovado nesse grupo de professores e pesquisadores, foi submetido para aprovação na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde – CONITEC. Apesar de aprovado por unanimidade na CONITEC, não foi publicado. Para não publicar esse tópico isoladamente, foi realizada uma consolidação com demais documentos enviados há mais de seis meses atrás, com o argumento de falta de atualização. Foi a primeira vez que uma diretriz não foi publicada, apesar de validada pela CONITEC.

De tudo que foi discutido, a parte medicamentosa e o tão falado Kit Covid, é apenas uma pequena parcela dentro de uma quantidade enorme de informações que nós levaríamos para a polução brasileira, principalmente para o profissional da saúde que estaria na ponta para poder se basear em um documento robusto, baseado na ciência. Tal documento que o governo decidiu não publicar por não recomendar o kit covid.

AMIB – Algo que gostaria de ressaltar?

Dr. Carlos Carvalho – Como dito anteriormente, foi um trabalho grande e extenso, todos os profissionais envolvidos trabalharam de maneira voluntária, com único interesse de ajudar a salvar vidas. Novamente, agradeço a oportunidade e, agradeço também, todos os colegas que contribuíram e me ajudaram nesses últimos meses.

Diretoria Executiva 2022-2023 | Alinhamento estratégico com Departamentos AMIB

De maneira remota, para garantir a segurança de todos os envolvidos, no último dia 3 de fevereiro, a Diretoria Executiva da AMIB Gestão 2022-2023 se reuniu com todos os departamentos para discutir as atividades que serão exercidas durante o ano de 2022.

Foram convidados para essa reunião:

  • Presidente do Departamento de Enfermagem – Renata Andrea Pietro Pereira Viana
  • Presidente do Departamento de Farmácia – Erika Michelle do Nascimento Facundes
  • Presidente do Departamento de Fisioterapia – Cintia Johnston
  • Presidente do Departamento de Fonoaudiologia – José Ribamar Nascimento Júnior
  • Presidente do Departamento de Nutrição – Sandra Justino
  • Presidente do Departamento de Psicologia – Fernanda Saboya Rodrigues Almendra
  • Presidente do Departamento de Odontologia – Camila de Freitas Martins Soares Silveira
  • Diretoria Executiva e equipe Administrativo AMIB

Foi um momento de todos os departamentos exporem seus projetos e ideias de disseminação de conteúdo científico gerado pelas equipes. Cada departamento apresentou suas propostas que foram bem acolhidas pela Diretoria Executiva.

Apesar de virtual, foi importante estar perto de todos os colegas. Percebo muita iniciativa que fará a diferença para toda a comunidade de Terapia Intensiva. Estamos vivendo momentos difíceis e a participação ativa dos departamentos ajudam a passarmos por essa fase” – Cristiano Franke – Diretor Secretário Geral.

“Somamos 7 departamentos, sempre falaremos em Terapia Intensiva e encontros como esse garantem o alinhamento para um trabalho equilibrado e permanente. A importância de cada membro é muito grande e buscamos atrair novos associados para aumentar a capilaridade da AMIB. Os projetos apresentados são inovadores e contribuem para a segurança e assistência ao paciente crítico grave. Estamos no caminho certo” – comemora Marcelo de Oliveira Maia – Diretor Presidente da AMIB.