Publicado em 24/07/20 às 11h45

Pesquisadores brasileiros publicam estudo sobre Hidroxicloroquina no New England Journal of Medicine

Pesquisadores divulgaram resultados do primeiro estudo, outros dois ainda estão em andamento.

O uso de hidroxicloroquina, associado ou não à azitromicina, não mostrou eficiência em pacientes internados com COVID-19 com casos leves e moderados. A conclusão é resultado de pesquisa feita pela Coalizão Covid-19, grupo de hospitais e institutos de pesquisas brasileiros e a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), que investiga as potenciais terapias para infectados por Coronavírus.

O estudo comprova que o tratamento com hidroxicloroquina não melhora o quadro clínico dos pacientes. O resultado vem da conclusão do primeiro estudo divulgado pela força-tarefa. Ainda existem outras oito pesquisas em andamento, sendo que duas delas também avaliam a eficácia da hidroxicloroquina, mas para pacientes não hospitalizados.

As avaliações foram divididas em três grupos com pacientes escolhidos por meio de sorteio. O primeiro, com 217 voluntários, utilizou a hidroxicloroquina associada à azitromicina. O segundo grupo, com 221 infectados, usou somente a hidroxicloroquina. Já o terceiro, com 227 pessoas, não recebeu nenhum medicamento e tiveram apenas acompanhamento médico para avaliação da evolução. Os participantes tinham por volta de 50 anos, sendo metade do sexo masculino e metade do sexo feminino. Cerca de 40% dos avaliados eram hipertensos, 21% diabéticos e 17% obesos.

Nessa primeira pesquisa os pacientes fizeram uso de 400 miligramas de hidroxicloroquina de doze em doze horas e 500 miligramas de azitromicina ao dia durante uma semana. Além de não melhorar o quadro de COVID-19, os pacientes submetidos ao teste apresentaram alterações nos exames cardíacos, como o eletrocardiograma, e alguns ainda mostraram lesão hepática, com o aumento de enzimas TGO/TGP detectado no sangue.

O estudo da Coalizão é um exemplo de como a união entre as pessoas em prol de um bem comum é capaz de produzir resultados espetaculares na ciência brasileira que servem para o mundo. Este é o primeiro exemplo de quão produtiva pode ser a nossa ciência”, diz a Dra. Flávia Ribeiro Machado, uma dos autores do documento.

Os resultados do estudo foram publicados no New England Journal of Medicine. Clique aqui e confira o material na íntegra.

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