Publicado em 08/03/19 às 13h28

Mulheres na ciência: confira seis pesquisadoras que fazem a diferença na terapia intensiva

No Dia Internacional da Mulher, a AMIB elenca mulheres que estão deixando sua marca na pesquisa

As mulheres brasileiras são responsáveis pela produção de metade dos artigos científicos do país. É o que indica a pesquisa da editora Elsevier, sobre a participação dos gêneros na pesquisa científica, publicada em 2017.

Na área da saúde, os dados são diferentes. Mulheres são responsáveis por um em cada quatro estudos publicados. Ainda assim, quando comparado, o fator de impacto entre homens e mulheres é semelhante: elas recebem em média 0,74 citação por estudo publicado, enquanto eles recebem 0,81.

A contribuição feminina para a ciência está crescendo, mas ainda existe um longo caminho a percorrer. As mulheres representam metade da população mundial, mas na ciência são 28%. Apenas 5% dos ganhadores do prêmio Nobel são mulheres e, de acordo com a Catalyst, a probabilidade de que elas, quando trabalham em indústrias científicas, troquem de área é maior do que os homens - 53% delas contra 31% deles.

É por isso que, no Dia Internacional da Mulher, listamos grandes nomes de mulheres que estão deixando sua marca na pesquisa em terapia intensiva e incentivamos que você acompanhe:

Carmen Valente Barbas

Doutora em Pneumologia pela FMUSP e Livre Docente em Pneumologia pela FMUSP, Carmen é médica intensivista e pneumologista do Hospital Israelita Albert Einsten, médica assistente e professora livre docente da disciplina de Pneumologia do Hospital das Clínicas e INCOR – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Entre outras contribuições para a pesquisa, Dra. Carmen foi editora do documento Recomendações brasileiras de ventilação mecânica, recomendações sobre ventilação mecânica (VM), objetivando desenvolver um documento orientador das melhores práticas de VM na beira do leito, baseado em evidências existentes.

Flávia Machado

Diretora Científica da AMIB e Presidente do ILAS (Instituto Latino-Americano de Sepse), a intensivista tem contribuído grandemente para a especialidade. Foi editora da Revista Brasileira de Terapia Intensiva (RBTI) e da Sociedade Portuguesa de Cuidados Críticos, entre 2010 e 2015. Atualmente é editora associada.

A médica é professora adjunta, livre docente e chefe do Setor de Terapia Intensiva da Disciplina de Anestesiologia, Dor e Terapia Intensiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e foi a segunda brasileira a receber o título de Membro Honorário da Associação Europeia de Medicina Intensiva (ESICM). Dra. Flávia traz grandes contribuições para o diagnóstico e tratamento de sepse no Brasil.

Juliana Ferreira

Doutora em Pneumologia pela Faculdade de Medicina da USP, onde leciona atualmente, Juliana também é médica na UTI Respiratória do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A médica pesquisa Ventilação Mecânica, Fisiologia Pulmonar, Insuficiência Respiratória e Educação Médica e, atualmente, está dedicada na pesquisa sobre Desenvolvimento e Validação de um instrumento de avaliação de competências em ventilação mecânica, pois não há um modelo de avaliação objetiva estruturado para analisar conhecimento e competência em VM. Juliana Ferreira é também revisora de quatro periódicos nacionais e estrangeiros.  

Ludhmila Abrahão Hajjar

Professora associada da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) do Departamento de Cardiopneumologia, Diretora Clínica do InCor-HC-FMUSP e Coordenadora da UTI do Instituto do Câncer da FMUSP (ICESP) e da UTI Cardiológica do Hospital Sírio Libanês.

Sua tese de doutorado analisou o uso de transfusão de sangue durante cirurgias cardíacas. A pesquisadora conseguiu provar que utilizar, em média, 30% menos sangue melhora o prognóstico. A descoberta figura no Journal of American Medical Association (Jama), uma das principais publicações científicas do mundo e mudou o protocolo de transfusão sanguínea em cirurgias cardíacas. 

Mariza D’Agostino Dias,

Pioneira da Medicina Intensiva, Dra. Mariza ministra cursos, atende em seu consultório e, na década de 70, fez parte do movimento que liderou a fundação das primeiras entidades médicas em terapia intensiva, culminando na formação da AMIB, da qual foi a primeira presidente. É doutora em Ciências Médicas pela USP e, atualmente, além de coordenadora da UTI, é médica supervisora do Grupo Oxigênio Hiperbárico, com três clínicas hiperbáricas no Hospital 9 de Julho de São Paulo.

Suzana Margareth Ajeje Lobo

Próxima presidente da AMIB (Biênio 2020-2021), Dra. Suzana Lobo tem uma longa história na medicina intensiva. É doutora em Ciências Médicas e livre docente em Ciências da Saúde. Atua como chefe do laboratório de sepse da FAMERP e desenvolve pesquisas nas áreas de sepse, biomarcadores, choque, trauma cirúrgico, otimização de pacientes de alto risco de morte e monitorização hemodinâmica.



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