Publicado em 11/05/18 às 16h58

Fórum de Regionais e a Assembleia de Representantes: edição 2018 é considerada histórica para a AMIB

Desde que assumiu a gestão, no início de 2018, a Diretoria Executiva da AMIB vem desenvolvendo ações que fortalecem a vida associativa e o crescimento da especialidade no Brasil. Na última semana, Associados Representantes e Sociedades Regionais da AMIB fizeram história no Fórum de Regionais e na Assembleia de Representantes realizada pela Instituição.

Na quinta-feira (3/05), foi aberto um importante espaço para ouvir e debater as dificuldades e experiências das 25 Sociedades Regionais de Medicina Intensiva do País. Foi a primeira experiência do gênero na AMIB, que contou com a facilitação da Fundação Dom Cabral, escola de negócios brasileira com padrão e atuação internacionais.

Já na sexta-feira (4/05), na Assembleia que teve o maior número de representantes na história da AMIB (93 participantes de todo o País), foram votadas seis pautas. A agenda aprovou, com ampla maioria – mais de 90% de aprovação – a prestação de contas AMIB, a ata da última assembleia, o regimento de cursos e do conselho consultivo, além da criação da comissão de pós-graduação.

Além disso, outra importante pauta foi a definição do modelo de formação para os Programas de Especialização em Medicina Intensiva (PEMI) credenciados à AMIB. Para o presidente da AMIB, Dr. Ciro Leite Mendes, é possível que a mudança tenha sido uma das ações mais importantes em relação à formação do Médico Intensivista, desde o reconhecimento da especialidade, em 2002. De acordo com a decisão votada, o modelo de formação da especialidade deve ser exclusivamente de quatro anos com acesso direto, ou seja, sem necessidade de pré-requisito.

O presidente da AMIB, Dr. Ciro Leite Mendes, fala mais amplamente sobre os resultados da AR na entrevista que segue abaixo. Confira.


Entrevista - Dr. Ciro Leite Mendes

Além da participação e votação histórica, todas as pautas foram aprovadas com ampla maioria de votos na Assembleia de Representantes. Como o Dr. enxerga essa primeira assembleia da gestão?

Dr. Ciro - Ficamos muito felizes e orgulhosos com o grande número de participantes, não só da Assembleia de Representantes, mas também no Fórum de Regionais AMIB, ocorrido no dia anterior. As votações expressivas obtidas pelas pautas que sugerimos nos dão a convicção de que os associados da AMIB confiam nas nossas propostas e aprovam as ações que vem sendo implantadas, já que percebem que o trabalho feito até aqui dá continuidade, de forma coerente, às realizações das gestões que nos antecederam.  

Quais foram os principais destaques da Assembleia de Representantes da AMIB?

Dr. Ciro - Na última Assembleia, uma das principais pautas foi a definição do modelo de formação para os Programas de Especialização em Medicina Intensiva (PEMI) credenciados à AMIB. Até então, os PEMI funcionavam com dois modelos: um por acesso direto (sem necessidade de pré-requisito) e três anos de formação; e o outro, com necessidade de pré-requisito (o médico obrigatoriamente deveria ter feito uma formação de dois anos em uma das especialidades exigidas como pré-requisito, como Clínica Médica ou Anestesiologia, por exemplo) e quatro anos de formação no total (dois anos do pré-requisito e dois anos de Medicina Intensiva). À assembleia, foi questionado se o modelo de formação da especialidade deveria ser exclusivamente de quatro anos com acesso direto (sem necessidade de pré-requisito). Esse novo padrão sugerido obteve 98,8% de votos favoráveis, o que o torna o modelo exclusivo de acesso e formação para os PEMI, daqui em diante.  

Esse novo modelo será implementado apenas nos Centros Formadores da AMIB?

Dr. Ciro - A ideia é imprimir o mesmo modelo de acesso e formação em todo o território nacional. Uma vez estabelecido esse padrão, iremos trabalhar para que uma matriz de competências uníssona seja adotada para todos os centros de formação de médicos intensivistas no Brasil.

Quando o formato será implementado? 

Dr. Ciro - Precisamos estabelecer um consenso e definir o período necessário para essa transição. Acreditamos que durante algum tempo os modelos antigos deverão coexistir com o novo para que se façam as adaptações necessárias. 

Qual a importância dessa mudança para a especialidade?

Dr. Ciro - A nossa impressão é de que essa talvez tenha sido uma das mudanças mais importantes ocorridas em relação à formação do Médico Intensivista desde o reconhecimento da especialidade, em 2002. Isso reflete o amadurecimento da Medicina Intensiva e também a importância estratégica em formar intensivistas integralmente, com uma matriz de competências norteada exclusivamente às necessidades da especialidade. 

Qual a importância de eventos como esses para a vida associativa?

Dr. Ciro - Absolutamente essenciais. A Assembleia de Representantes é o fórum no qual se delineiam os projetos e se consolidam as propostas para o engrandecimento da nossa associação e, consequentemente, da nossa especialidade.




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