Publicado em 11/06/18 às 11h08

AMIB protagoniza mudança histórica para Medicina Intensiva

Modelo de formação da especialidade passa a ser de quatro anos com acesso direto

Em sua última Assembleia de Representantes, realizada em 4 de maio em São Paulo, a AMIB aprovou uma nova definição no modelo de formação para os Programas de Especialização em Medicina Intensiva (PEMI). De acordo com a decisão, que teve 98,8% de votos favoráveis, o modelo passa a ser exclusivamente de acesso direto, ou seja, sem necessidade de pré-requisito e com período de 4 anos de formação.

A mudança está em consonância com as discussões promovidas pela Comissão Nacional de Residências Médicas do Ministério da Educação – CNRM-MEC, que também adotará essa modalidade de acesso em seus programas de residência credenciados.

Especialidades Médicas: Quais são os caminhos?

Após a graduação, os estudantes de Medicina que optam por seguir uma especialidade costumam se preparar para uma nova etapa: a escolha e o ingresso na especialização. No Brasil, existem mais de 50 especialidades médicas, que podem ser realizadas por meio de residência médica ou de curso de especialização.

Para se tornar médico intensivista, existem duas vias de formação, os programas de Residência Médica credenciados pelo MEC e o Programa de Especialização em Medicina Intensiva (PEMI), realizado em centros formadores credenciados pela AMIB em todo o Brasil..

Os especialistas que passam por alguma das duas formações são capacitados para o exercício da Medicina Intensiva, podendo obter o registro junto ao CRM imediatamente após o término da residência ou após aprovação na prova de título da AMIB/AMB.

Entenda a mudança: Formas de acesso e tempo de formação

As especialidades com acesso direto são aquelas nas quais o médico pode se inscrever sem ter realizado alguma especialidade prévia, entre as quais estão: Cirurgia Geral, Pediatria e Clínica Médica. O outro modelo é a chamado especialidade com pré-requisito, em que o médico já deve ter concluído a primeira formação.

Os PEMI, até o momento, funcionavam por meio dos dois modelos citados: por acesso direto e três anos de formação; ou com exigência de pré-requisito e quatro anos de formação (dois anos do pré-requisito e dois anos de Medicina Intensiva).

Com a mudança, os PEMI passarão a adotar exclusivamente o modelo de acesso direto com quatro anos de formação. Nesse sentido, AMIB está somando esforços com a Comissão Nacional de Residências Médicas a fim de quem as duas entidades trabalhem de forma coordenada tanto para elaborar uma matriz de formação comum, quanto para supervisionar as formações oferecidas por ambos os programas.


Aproximação AMIB e MEC

A aproximação AMIB e MEC visa imprimir o mesmo modelo de acesso e formação em todo o território nacional. “Tudo está sendo realizado como uma cooperação entre a CNRM-MEC e a AMIB. Já está definido que a mudança para acesso direto ocorrerá também no programa de residência e, na próxima Plenária, definiremos novos detalhes e a matriz de competências”, comenta Dra. Rosana Leite de Melo, coordenadora-geral de Residências em Saúde da CNRM.

Uma vez estabelecido esse padrão, será necessário definir o período necessário para essa transição. A AMIB acredita que durante algum tempo os modelos antigos deverão coexistir para que se façam as adaptações necessárias. “A ideia é que façamos um projeto piloto a partir de 2019 e, em breve, divulgaremos a partir de quando haverá a obrigatoriedade, mas daremos tempo para que as instituições se adequem”, reforça a Dra. Rosana.

Ainda para a coordenadora, o trabalho conjunto está sendo muito proveitoso. “Vejo essa aproximação entre AMIB e MEC como fundamental, uma vez que são as duas entidades que titulam os médicos intensivistas do País. Está sendo uma sinergia muito positiva”, comenta.

Para o presidente da AMIB, Ciro Leite Mendes, essa talvez tenha sido uma das mudanças mais importantes ocorridas em relação à formação do médico intensivista desde o reconhecimento da especialidade, em 2002. “Isso reflete o amadurecimento da Medicina Intensiva e também a importância estratégica em formar intensivistas integralmente, com uma matriz de competências norteada exclusivamente às necessidades da especialidade”, conclui Dr. Mendes.


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