Publicado em 02/08/18 às 09h39

AMIB promove mais uma edição do curso Sepse

A AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira anuncia mais uma edição do curso Sepse. Promovido pela Associação em parceria com o Instituto Latino-americano de Sepse (ILAS), a formação acontece em São Paulo, nos dias 15 e 16 de setembro.

O curso tem como objetivo fornecer aos profissionais que atuam em terapia intensiva, medicina de urgência ou setores com alta incidência de infecções graves, as diretrizes atuais do tratamento da Sepse por meio de aulas teóricas e simulações de casos clínicos.

A sepse tem se tornado, ao longo dos últimos anos, o principal desafio no tratamento de pacientes gravemente enfermos. Para o coordenador do curso, Dr. Antonio Bafi, vários são os fatores que tornam a sepse uma prioridade, sendo o aumento da incidência um deles.

“Em uma revisão sistemática, que incluiu somente estudos com base populacional advindos de países desenvolvidos, estimou-se quase 20 milhões de casos de sepse por ano*. No Brasil, estima-se que mais de 420 mil novos casos sejam diagnosticados anualmente somente nas unidades de terapia intensiva (UTI), e que 30% dos leitos de terapia intensiva sejam ocupados por estes pacientes*, tendo uma taxa de mortalidade de aproximadamente 50%, em casos tratados em UTI”, comenta o intensivista.

Além do aumento de incidência, a sepse apresenta grande índice de letalidade e altos custos de tratamento. Para o intensivista uma grande dificuldade é definir, à beira leito, na avaliação de um paciente agudamente enfermo, uma disfunção orgânica. “Parece fácil, mas exige suspeição clínica e conhecimento. Este é um passo essencial na abordagem de pacientes sépticos, discriminar disfunções agudas decorrentes de uma infecção, estabelecendo o diagnóstico de sepse o mais precoce possível para desencadearmos as ações que sabidamente diminuem a morbimortalidade”, discorre Dr. Bafi.

O curso promovido pela AMIB em parceria com o ILAS contempla temas importantes dessa discussão, tais como: conceitos, epidemiologia, fisiopatogenia, abordagem do agente infeccioso, abordagem da hipoperfusão e particularidades das terapias de suporte (controle glicêmico, corticoides, ventilação mecânica, hemoderivados).

Para saber mais e inscrever-se clique aqui.

*Fonte: Dados retirados do livro produzido pelo Instituto Latino-Americano para Estudos da Sepse “Sepse: um problema de saúde pública / Instituto Latino-Americano para Estudos da Sepse”, Brasília: CFM, 2015


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