Publicada em 09/11/2017 às 22h21

Temas relevantes e palestrantes de renome marcam segundo dia de congresso Mundial

O segundo dia de XIII Congresso Mundial e XXII Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva se inicia com uma discussão bastante atual no Brasil: Morte encefálica e doação de órgãos. Os debates giram em torno dos melhores exames complementares, prova de apnéia e diagnóstico clínico.

"Nem todos os pacientes com morte encefálica podem ser doadores. Devemos melhorar nossos processos de detecção e de execução do protocolo para tentar diagnosticar mais rápido e efetivamente e, quem sabe, aumentar o número de doadores. É por isso que estamos aqui" comenta a intensivista, dra. Luana Tannous.

Ainda sobre morte encefálica, acontecem reuniões entre representantes de diversos países sobre o consenso de morte encefálica. O consenso visa minimizar as diferenças entre determinações sobre morte encefálica ao redor do mundo e suas reuniões acontecem desde 2015, sendo que, no congresso, são mediadas pelo médico americano Gene Sung, membro da Neurocritical Care Society.

Dr. Sung afirma que o grupo conseguiu evoluir bastante no Congresso Mundial, e que as discussões resultarão em um documento final que será apresentado às 4 federações mundiais parceiras nos próximos meses.

Além de morte encefálica, destaque para as unidades de terapia intensiva como espaços multidisciplinares e um olhar para o futuro da profissão.

 

UTI: Um espaço multidisciplinar

O presidente do XIII Congresso Mundial de Medicina Intensiva, dr. Álvaro Réa-Neto, destaca em suas falas a importância da equipe multidisciplinar preparada para tratar pacientes críticos e reforça que este é um dos focos e diferenciais desta edição do evento.

A programação contempla temas voltados à fisioterapia, enfermagem, ciências farmacêuticas, nutrição, odontologia e diversas outras áreas envolvidas no dia a dia intensivista.

O objetivo é buscar experiências de outros países com processos multi que possam ser implementados no Brasil. Um exemplo é a conferência "Desenvolvimento mundial em cuidado intensivo na enfermagem", que participam representantes de Cingapura, Argentina, Emirados Árabes, Filipinas e Suécia para contribuir com suas experiências locais.

 

Perspectivas para o futuro - O que mudará na terapia intensiva nos próximos anos?

 

Para responder a esta pergunta, duas sessões temáticas aconteceram. Em uma delas, “O Cuidado intensivo do futuro estará centrado no paciente?” a enfermeira intensivista americana, dra. Ruth Kleinpell comenta: "Estamos aqui debatendo como evitar infecções, como a tecnologia pode estar a nosso favor, como diminuir custos de nossas unidades. Nós somos a especialidade que mais tem crescido e, no futuro, talvez a maioria dos leitos tenham equipe e equipamentos para cuidado crítico, as chamadas UTIs abertas".

A sessão temática “Futuro na UTI - O que mudará na terapia intensiva nos próximos anos?” também reuniu palestrantes do Brasil, Canadá e Bélgica, que debateram temas como big data para tomada de decisão clínica, liderança, comunicação, entre outros pontos.

Jean-Louis Vincent, que fechou a sessão, avalia que, apesar das mudanças que devem vir a acontecer, a terapia intensiva continuará precisando de profissionais que se voltem ao paciente.

"Temos de estar atentos ao risco de olhar para a tela do computador, ao invés de olhar para o paciente. No futuro, ainda precisaremos de boas pessoas", declarou Vincent.

Além dos temas abordados, foram divulgados os aprovados nas provas teóricas de título.  

Confira a lista de aprovados na prova teórica de enfermagem no link.

Confira a lista de aprovados na prova teórica de pediatria no link.

Comentários

+55 11 5089-2642

AMIB 2012 Todos os direitos reservados

Convergence Works