Publicada em 18/06/2014 às 11h25

Instituto Latino-Americano de Sepse começa a preparar o Dia Mundial da Sepse de 2014

A sepse é um dos principais problemas de saúde em nosso país, sendo responsável por 25% da ocupação de leitos em unidades de terapia intensiva no Brasil. Atualmente é a principal causa de morte nas UTIs e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer.

A mortalidade em nosso país pode chegar a 70% dos casos registrados, enquanto a média mundial está em torno de 30-40%. Segundo dados levantados pela Global Sepsis Alliance - GSA, surgem a cada ano cerca de 30 milhões de novos casos no mundo, sendo uma das síndromes mais comum, tanto em países em desenvolvimento como desenvolvidos.

Com o objetivo de mudar esse quadro cada vez mais preocupante, o Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS) já começa a pensar nas ações do Dia Mundial da Sepse, determinado em 13 de Setembro. 2014 será o terceiro ano consecutivo que o Brasil entrará nessa luta, que é capitaneada mundialmente pelo Global Sepsis Alliance (GSA). Nessa data muitos países se mobilizam para realizar ações de conscientização sobre esse importante problema de saúde pública mundial.  No Brasil a realização fica sob a responsabilidade do Instituto Latino Americano (ILAS) com o apoio de algumas entidades que ainda estão sendo convidadas.

Nesse dia, são distribuídos folhetos informativos para a população, sempre em locais de grande circulação.  Também são elaborados folders e cartazes que são distribuídos em farmácias populares para alertar a população para essa temática.

“A sepse era conhecida, antigamente, como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais conhecida como infecção generalizada. Mas, na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários órgãos do paciente”, explica a Dra. Flávia Machado, vice-presidente do ILAS.

O objetivo central desse dia é aumentar a percepção da sepse tanto entre profissionais de saúde como entre o público leigo e, assim, priorizar a síndrome como uma emergência médica a fim de que todos os pacientes possam receber intervenções básicas, incluindo antibióticos e fluídos intravenosos, dentro da primeira hora. Apesar do tratamento precoce com intervenções básicas estar associado à melhora na sobrevida, a aderência a essas medidas ainda é muito baixa no Brasil e em diversos locais do mundo.

Em nosso país, estima-se que 400 mil pacientes sejam atingidos anualmente, com letalidade em torno de 50%, podendo a chegar a 70%, dependendo das condições da região. “A mortalidade por sepse hoje no Brasil é elevada, principalmente em hospitais públicos. Um dos principais problemas para o controle da sepse no país é o atraso no diagnóstico, motivado não apenas pelo desconhecimento da doença pelos pacientes e familiares, mas pela própria equipe de saúde. Todos os nossos esforços precisam ser feitos para aumentar a percepção sobre a sepse e para que nossas instituições efetivamente programem protocolos de tratamento”, afirmou a Dra. Flávia Machado, vice-presidente do ILAS. 

Comentários

+55 11 5089-2642

AMIB 2012 Todos os direitos reservados

Convergence Works