Publicada em 10/09/2013 às 11h55

Dia da Sepse pelo Brasil - Rio de Janeiro

Ontem (09/09), o Hospital das Clínicas de Niterói iniciou as atividades da Semana da Sepse, com um encontro destinado ao grupo de enfermagem do hospital, com uma palestra proferida pela enfermeira Carolina Farias, integrante do departamento de enfermagem da SOTIERJ e da AMIB, que falou sobre A Abordagem do Profissional de Enfermagem ao Bundle de Sepse.

“Ao longo dos próximos dias, procuraremos enfatizar a relevância desta enfermidade não só para o país, como para o mundo. Esperamos estar efetivamente contribuindo para diminuir a falta de informação sobre um tema cada vez mais importante em termos de saúde pública”, disse o Dr. Moyzés Damasceno, coordenador da UTI da instituição.

Sepse, conhecida pelo público leigo como infecção generalizada, é um importante problema de saúde pública no mundo, com estimativa de 400 mil casos/ano no Brasil, que acarretam cerca de 200 mil óbitos e elevados custos financeiros para o país. A síndrome é responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil. Atualmente é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer.

Com o objetivo de mudar esse quadro cada vez mais preocupante, o Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS) e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) organizam no Brasil o Dia Mundial da Sepse, que acontecerá na sexta-feira, 13 de Setembro. A ação é conduzida mundialmente pela Global Sepsis Alliance (GSA).

“A sepse era conhecida, antigamente, como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais conhecida como infecção generalizada. Mas, na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários dos órgãos do paciente”, explica a Dra. Flávia Machado, vice-presidente do ILAS.

Manifestando-se como diferentes estágios clínicos de uma mesma síndrome é, para o médico, um de seus maiores desafios. Ainda hoje, de cada dois pacientes com formas mais graves da síndrome, um pode evoluir para óbito nos serviços de emergência ou de terapia intensiva. Os que sobrevivem podem ter sequelas que alteram sua qualidade e seu tempo de vida. “Paradoxalmente, o que tem se mostrado efetivo para reduzir a mortalidade da sepse são medidas mais simples, dentre elas o reconhecimento e intervenção precoces. Nesse sentido, o melhor conhecimento do que é sepse e quais são seus sinais de alarme pela população é um passo fundamental”, disse o Dr. Reinaldo Salomão, presidente do ILAS.

O Dia mundial da sepse busca alertar a população leiga e lembrar aos profissionais de saúde, que o tempo é fundamental para salvar vidas. A mortalidade em nosso país pode chegar a 70% dos casos registrados, enquanto a média mundial está em torno de 30-40%. Segundo dados levantados pela GSA, surgem a cada ano cerca de 30 milhões de novos casos no mundo. “É uma das doenças mais comum e menos reconhecida, tanto em países em desenvolvimento como desenvolvidos”, alerta a Dra. Luciano Azevedo, um dos coordenadores do Dia Mundial da Sepse no Brasil.

O Dia Mundial da Sepse 2013 no Brasil: A Campanha desse ano mobilizará 11 capitais brasileiras.  Serão elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Curitiba, Belém, Manaus, Fortaleza e Recife.

Nesse dia, serão distribuídos folhetos informativos para a população. Para tal, foram selecionados, em cada capital, locais estratégicos de grande circulação de pessoas, que poderão também contar com a presença de profissionais de saúde para responder as suas principais dúvidas. Também foram sendo elaborados folders e cartazes que serão distribuídos em farmácias populares para alertar a população para essa temática.  “A conscientização da população para o problema, assim como dos profissionais de saúde, é fundamental para essa importante luta que é a diminuição dos casos de sepse grave em nosso país”, diz Dra. Flávia Machado.

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