Publicada em 06/12/2016 às 11h54

Curso enfoca trabalho do intensivista no atendimento a vítimas de catástrofes

Os atentados terroristas do 11 de Setembro de 2001 alertaram o governo norte-americano sobre a necessidade de profissionais de saúde e hospitais estarem preparados para atender a um grande número de pacientes críticos. Depois desse acontecimento, em que a rede de socorro da cidade de Nova York e região teve que socorrer milhares de pessoas, a Casa Branca encomendou para a SCCM (Sociedade Americana de Medicina Intensiva) um curso que preparasse os médicos para essas ocorrências.

O conteúdo dessas aulas, adaptado à realidade brasileira, é a base do curso FDM (Fundamental Disaster Management) que a AMIB profere no próximo dia 9 de dezembro e em datas a serem programadas ao longo de 2017. O programa fornece ao profissional capacidades para gerir a resposta de cuidados intensivos para catástrofes de grande amplitude.

Ao contrário do que se pensa, não são apenas atentados terroristas e quedas de aeronaves que necessitam dessa rápida atitude para salvar vidas. “A concentração populacional, como acontece nas grandes cidades do Brasil, traz riscos de incêndio, desabamentos e epidemias, por exemplo a gripe H1N1”, explica o dr. Cristiano Franke (RS), coordenador do curso.

“É importante que a equipe dos hospitais tenha treinamento e recursos para atender esses pacientes críticos”, detalha o dr. Franke. Para isso, a SCCM destaca recomendações como aumentar a capacidade de atendimento em 50 a 100% no período de até 72 horas do desastre, incluindo recursos, pessoal, equipamentos e medicamentos, por exemplo.

O coordenador também comenta que os próprios profissionais de saúde devem ter cuidados específicos com sua saúde em caso de epidemias. “Temos também que estar atentos com a equipe que prestará o atendimento, para que ela não se contamine e seja também vítima de uma doença que dizima pessoas”. 

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